
A inteligência artificial está ficando cada vez mais barata, mudando a lógica de adoção pelas empresas. Modelos chineses como DeepSeek e Qwen mostram que tarefas que antes exigiam sistemas caros já podem ser realizadas por poucos centavos, ainda que modelos de fronteira continuem superiores em atividades mais complexas. Para as empresas, a vantagem passa a estar menos em escolher uma única “melhor IA” e mais em direcionar cada tarefa para o modelo adequado, equilibrando custo, capacidade, segurança e risco. Com a queda do custo da inteligência, processos que antes não valiam a pena automatizar começam a se tornar economicamente viáveis.

A Unitree estreou na Bolsa de Xangai em meio ao avanço da indústria chinesa de robôs humanoides. A empresa já produz e comercializa essas máquinas em escala, apostando em preços mais acessíveis e em uma cadeia local de fornecedores para reduzir custos. O movimento mostra como a China tenta transformar a robótica humanoide de uma demonstração tecnológica em uma indústria de produto, produção, capital e escala.